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hildebrando motosserra pascoalHidelbrando Pascoal, eleito deputado pelo PFL-AC, em imagem de 1999, quando foi preso: 'O apenado não exerce mais qualquer tipo de liderança nefasta', diz juíza 

Ex-deputado federal condenado a 100 anos de prisão por comandar um grupo de extermínio teve progressão de regime concedida pela Justiça do Acre

Preso desde 1999 e condenado a mais de 100 anos de prisão por crimes como homicídio, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, o ex-deputado federal e ex-coronel da Polícia Militar Hildebrando Pascoal vai voltar às ruas.

Nesta quinta-feira, a juíza Luana Campos, da Vara de Execuções Penais de Rio Branco (AC), concedeu a Hildebrando progressão do regime fechado para o semiaberto e o direito à saída temporária da prisão.

O ex-deputado ficou conhecido como ‘assassino da motosserra’ por comandar um grupo de extermínio que ficou famoso pelos métodos bárbaros de execução. Em um dos casos, um mecânico que teria colaborado com um rival de Hildebrando foi esquartejado com uma motosserra, ainda vivo.

“O sentenciado progrediu de regime nesta data. O comportamento foi analisado e já atingiu o requisito objetivo. Há compatibilidade do benefício com a finalidade da pena, pois a assistência familiar, o convívio com a família é de substancial importância para o reeducando reintegrar-se no meio social”, escreveu a magistrada na decisão.

O despacho também beneficia Hildebrando com a possibilidade de saídas temporárias de sete dias da prisão, prevista a presos que estejam no regime semiaberto, desde que apresentem bom comportamento e tenham cumprido o mínimo de um sexto da pena, se réus primários, e um quarto, caso reincidentes.

Durante o período em que estiver em saída temporária, Hildebrando deverá permanecer em sua casa das 19h às 6h. Ele está proibido ingerir bebidas alcoólicas, portar armas, envolver-se em brigas e de frequentar “estabelecimento de reputação duvidosa”, como bares, boates e festas.

Como o ex-deputado está internado há seis meses na capital acreana – ele tem problemas de locomoção e se desloca apenas sobre uma cadeira de rodas – a juíza decidiu que “a saída poderá ser usufruída no próprio hospital onde o reeducando ficará, sem escolta penitenciária”.

FONTE: VEJA

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