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François PatrickFrançois Patrick Gouveia (à direita), 19, é acusado de assassinar o tio, sua esposa e os dois filhos do casal 

Patrick Nogueira Gouveia se entregou às autoridades europeias após acordo com os investigadores do caso 

Patrick Nogueira Gouveia, suspeito de ter assassinado os integrantes de uma família brasileira na Espanha, chegou nesta quarta-feira a Madri, após entrar em acordo para se entregar.

O acusado, de 20 anos, será julgado pelo assassinato de um casal brasileiro e seus dois filhos pequenos na cidade de Pioz, na província de Guadalajara, a 60 quilômetros de Madri. Patrick é sobrinho da vítima Marcos Nogueira, pai da família assassinada.

Fontes ligadas à investigação disseram que Patrick decidiu se entregar logo depois de um acordo entre seu advogado e os investigadores da polícia espanhola. Nesta quarta-feira, o acusado viajou de São Paulo rumo ao aeroporto Adolfo Suárez-Madri Barajas, onde foi detido por agentes da Guarda Civil Espanhola. Patrick seria interrogado ainda nas instalações da corporação no local e depois seria posto à disposição da Justiça.

Desde 22 de setembro pesava sobre Patrick uma ordem de detenção internacional emitida pela Justiça espanhola.  No início de outubro, a Polícia Federal brasileira informou que, conforme a legislação brasileira, não acataria o pedido espanhol de prisão para a detenção. Mesmo assim, Patrick se entregou às autoridades europeias após acordo.

Os corpos dos quatro integrantes da família brasileira foram encontrados esquartejados no dia 18 de setembro, em sacos plásticos, no interior da casa em que viviam. A polícia acredita, no entanto, que o crime tenha acontecido um mês antes.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, há algumas semanas, o advogado de Patrick disse que ele não admitiu sua participação no crime. Segundo Eduardo de Araújo Cavalcanti, a família viveu por quatro meses com o suspeito em Torrejón de Ardoz e se mudou para Guadalajara sem revelar seu novo endereço. “É normal que existam amostras de DNA nos objetos da casa porque viveu com eles, mas não na cena do crime porque ele não sabia nem qual era o novo endereço”, disse o advogado em entrevista.

FONTE: VEJA  (Com EFE)

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